Do Rio Douro ao Lago Niassa - Confidências de um Pescador/Marinheiro

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Vida Não tem Idade

Assim cabe a eternidade

 
Nas três idades da vida
Tem a vida a sua idade
Na graça da meninice
No fulgor da mocidade
E nas rugas da velhice

Infância ...vida a raiar
Um sorriso de esperança
E o mundo inteiro a bailar
Nos olhos duma criança

Mocidade... namorados
Ardência, fé, luz e cor
E um céu de sonhos doirados
Feitas de juras de amor

Velhice recordações
No longe de outras idades
E um murmúrio de orações
Num rosário de saudades

Posted by Picasa

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mar e Rio Douro

Muitas destas redes ajudei a entralhar e a remendar.


Digam que sou saudosista, antiquiado o que quizerem, mas deixem- me poder ser feliz


Como recordar é viver duas vezes: Eu estou com o pensamento no Lago Niassa


Até as Gaivotas gostam de mim.

Como sou feliz com a vissão do meu imaginário


Se um dia estiverem com um grande vazio dentro de ´... É saudade. Vejam as fotos.
Partilho sem condição e só público com essa condição

domingo, 23 de janeiro de 2011

Feitiço = Homenagem em dia de meu Aniversário



No dia hoje 23 de Janeiro que completo mais um aniversário quero agradecer aos meus grandes amores de criança e a razão da minha existência e felicidade de ter nascido e vontade e alegria de continuar a viver.
Quem vai para  o Rio abastece-se em terra

Esta é a verdadeira  produtividade  lucrativa de exportação. Comer o que se produz.
  Este feitiço próprio dos Rios
Envolto com segredos tais
        Douro teve amor dos meus Tios
    De Avós Irmãos e meus Pais


Assobiava o ventos nos anjerós
 Que trazia gratas recordações tais
Ouvindo  o clamar dos meus Avós
 Como minhas conversas com meus Pais

Vi no Barco um tal Timoneiro
Que com a espadela vinha a peijar
Era o Quim Ferreira, o Barqueiro
Que por mim neto, estava a chamar


Acordei vim ver à Janela
Vi as águas do rio a ondular
Então vi o tal barco à vela
Percebi  que não estava a sonhar

Remava o Agostinho Ferreira
Sempre com muita canseira
A ânsia era chegar à Sardinheira
Para levantar a sua Cabaceira 

Então a remar do lado direito
Do esquerdo  também a remar
Era para manter o barco direito
E minha Mãe na proa a comandar

Lá sempre sentada na chileira
Escoando  água com bartedouro
Vinha a minha avó Guida Ferreira
Deitando a água p´ró Rio Douro

Esta minha cumplicidade e amor recíproco com este rio que me viu nascer, já que pela ocasião do meu nascimento e pela cheia  que ocorria passava a sua margem a uma escassa centena de metros.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um Rio e as Suas Aldeias

Serão estas belas paisagens
Motivos de belas atracções
Com as suas puras aragens
Cativam tantos Corações



Rio Mau e a sua Aldeia
As Serras e o Rio Douro
Podemos fazer uma ideia
Que isto é mesmo um Tesouro

Visto de Oliveira do Arda
Lugar da Freguesia da Raiva
Vê-se esta terra verdejada
Pertence a Castelo de Paiva


Lado Esquerdo fica Sebolido
No direito fica Gondarém e Midões
Rio Douro está protegido
Por estes dois torrões


Uma outra vista, onde no alto da Serra  da Louseira se encontram implantadas as ventoínhas

Uma encosta onde se pode ver algumas leiras da Serra do S. Domingos, onde fica situada lá no morro a sua Capela e se comemora no dia 4 de Agosto de cada ano. 

Este meu Rio é saudade
De toda a sua rara beleza
Saudade da minha mocidade
E da gente de enorme nobreza

A Freguesia de Rio Mau vendo-se  toda ela com o Rio Douro a seus pés

Tudo isto existe.
Vejo as Fragas da Abitoreira
Brotar água,  mesmo sem chover
Vejo o meu rio com canseira
Fazer a sua limpa água correr